Alimentos do bem

Última atualização: 30/03/2011

Atualizado em 30/03/11
Por Daya Lima - Portal Reumatoguia
 
Alimentar-se bem é a dieta recomendada para todos. Optar por alimentos saudáveis, com pouca gordura e fácil digestão é a receita para viver bem de todos os nutricionistas. Entretanto, para quem tem alguma doença reumática, alguns alimentos ajudam, e muito, no controle da doença.
 
Segundo Karin Klack, nutricionista da Divisão de Nutrição e Dietética e do Serviço de Reumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, “pelo fato das doenças reumatológicas serem de origem inflamatória ou autoimune, há maior necessidade de adotar hábitos alimentares adequados”. De acordo com ela, “é importante o consumo de todos os grupos de alimentos para assegurar um aporte vitamínico e mineral satisfatórios, visando o fortalecimento do sistema imunológico.”
 
A nutricionista faz um alerta no caso das doenças inflamatórias. Segundo ela, há maior necessidade do consumo de alimentos com baixo teor de gordura saturada e trans, e aumento da ingestão de ácidos graxos poliinsaturados ômega 3 e 9, encontrados em peixes, castanhas e nozes, por exemplo.
 
Adriana Maia Araújo, nutricionista do Centro de Estudos Humanos de Guarulhos, SP, acrescenta que o sódio, encontrado em muitos temperos prontos e em até adoçantes, é um grande vilão para quem sofre com inflamações. O ideal, segundo ela, é evitar esses alimentos. “Sal em excesso não faz bem a ninguém, principalmente, para quem tem problemas inflamatórios.”
 
Para se ter uma ideia, pacientes portadores de doenças reumáticas só podem comer de 1 a 2 gramas de sal por dia. “Minha dica é que a pessoa faça a comida sem sal, e pegue aquele sache de uma grama e vá acrescentando ao prato. Outra dica é usar manjericão, salsinha, pimenta ou ervas em geral. Eles substituem o sal na comida”.
 
Não só para pacientes portadores de doenças reumáticas, adotar uma postura regular e saudável na alimentação é fundamental. Em geral, segundo as nutricionistas, a regra é comer, em quantidade moderada, de cinco e seis vezes ao dia.
 
“O ideal é preferir refeições compostas por cereais como arroz, milho (principalmente os integrais – aveia, linhaça, farelos), leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico e soja), carnes (magras e/ou brancas), legumes, verduras e frutas”, orienta Karin. Além disso, uma maneira saudável de preparar esses alimentos deve ser de forma cozida, assada, grelhada ou ensopada. Frituras estão fora do cardápio.
“É imprescindível o consumo de, aproximadamente, dois litros de líquidos ao dia, sendo a água o principal, mas também serve sucos de frutas naturais e água de coco”, alerta Adriana.
 
Karin Klack lembra que a alimentação adequada faz toda diferença no tratamento das doenças, já que tem o poder de amenizar alguns sintomas, além de prevenir ou tratar alguns efeitos colaterais, como dos antiinflamatórios hormonais (corticosteróides), por exemplo.
 
Um alerta: é importante não permanecer em jejum por muito tempo, isso previne alguns dos efeitos colaterais gástricos causados pelo uso de medicamentos por via oral.
 
Para se ter uma ideia, Adriana diz que só com a alimentação correta a pessoa volta a ter aquela aparência saudável novamente, mesmo tomando um caminhão de remédios.
Da mesma forma que existem alimentos “amigos” do paciente, existem os “inimigos” e, segundo as nutricionistas, podem inclusive piorar a doença. Entretanto, sobre os efeitos colaterais, o melhor mesmo é não ficar com dúvidas e esclarecê-las diretamente com  o seu médico reumatologista.
“Alimentos-amigos”
Para auxiliar na dieta saudável, Karin e Adriana sugerem alguns alimentos a serem consumidos que contenham:
• Antioxidantes: frutas cítricas ricas em vitamina C (laranja, abacaxi, maracujá, acerola), fontes de vitamina E, zinco e selênio (castanha do Pará, nozes, amêndoas, avelã, ovos, carne branca e miúdos) e vitamina A (β caroteno) como cenoura, abóbora,  mamão, manga, leite.
• Ácidos graxos poliinsaturados (ômega 3): peixes, como sardinha e atum in natura, bacalhau, salmão, arenque, cavala; azeite extra virgem; abacate (consumo moderado), castanhas; óleo de peixe, óleo de linhaça; farinha de linhaça e de aveia e produtos com cereais integrais.
• Isoflavona, fitoesterol e resveratrol: soja e derivados, margarinas cremosas e uva (principalmente o suco puro) respectivamente.
• Fibras: verduras (principalmente as verde escuras), legumes e frutas de preferência consumidas de forma crua e com casca, quando possível.
• Cálcio: leite desnatado e derivados, brócolis, espinafre, couve, agrião e peixes.
• Lactobacillus (bactérias protetoras que regulam o trato intestinal e fortalecem o sistema imune): iogurtes naturais, de preferência desnatados.
 
“Alimentos-inimigos”
 
• Sal em excesso, temperos industrializados, salgados e salgadinhos de pacote, queijos ricos em sódio (sal) e embutidos como linguiça, salsicha, presunto, mortadela e salame.
• Gordura saturada e trans – carnes com gorduras visíveis, pele das aves, maionese, molhos gordurosos, cremes, frituras, fast foods, camarão e frutos do mar, sorvetes cremosos, biscoitos recheados, tortas doces ou salgadas feitas com massa podre e requeijão cremoso, massa folhada, leite integral, queijos gordurosos e chocolate em excesso.
 
Para finalizar, Adriana dá a receita de um suco anti-inflamatório. De acordo com ela, é perfeito para pacientes portadores de doenças reumáticas.
 
• 2 cenouras
• 2 fatias de abacaxi
• 1 fatia de gengibre
• 1 folha de couve
 
Bata no liquidificador e procure não adoçar com açúcar, já que a cenoura e o abacaxi já são bem doces. Se for indispensável, prefira, segundo Adriana, adoçante que não tenha sódio.

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