Sinais e Sintomas

Última atualização: 24/09/2012

Possíveis sintomas da fibromialgia:
 
• Dor muscular crônica
• Espasmos musculares ou cãibras nas pernas
• Problemas de sono
• Fadiga severa
• Ansiedade
• Depressão
• Rigidez matinal
• Dores de cabeça
• Dificuldade de concentração
• Sensibilidade na pele
• Irritabilidade
• Problemas intestinais
 
No entanto, esses sintomas também são comuns a doenças do fígado,  lúpus, doença de Lyme, disfunção da tireóide, doenças cardíacas, artrite, doença articular degenerativa, síndrome da fadiga crônica, síndrome do intestino irritável, entre outras, e é aí que reside a dificuldade em se diagnosticar a fibromialgia.

Pesquisas sobre Fibromialgia mostram que a doença parece estar ligada á genética. Estudos recentes mostram que fatores genéticos podem predispor algumas pessoas á fibromialgia. Uma doença oi lesão que causa um trauma no corpo podem tornar os sintomas sutis da fibromialgia mais eveidentes e mais preocupantes, segundo a Associação Americana de Fibromialgia.

A dor é muito real e dificulta sensivelmente as vidas dos pacientes, as pessoas que eram muito ativas ficam incapacitadas pela dor e pela fatiga o que sem dúvida, altera e em alguns casos piora sua qualidade de vida.
 
Pontos dolorosos da Fibriomalgia
 
Atualmente não está claro o que desencadeia a fibromialgia, os investigadores estão estudando os mecanismos básicos do aparecimento da doença. A fibromialgia é considerada um transtorno da regulação da dor. Os pacientes têm altos níveis de duas substâncias - uma substância química  chamada substância P, e o Fator de Crescimento Neural no líquido espinal. Pessoas com fibromialgia também têm níveis mais baxios do que o normal de serotonina cerebral, o que também acontece com pessoas que sofrem de depressão e ansiedade.
 
Tudo isso produz uma disfunção na capacidade do organismo para processar a dor criando nervos hipersensíveis ao longo do corpo. Para piorar as coisas, as pessoas com fibromialgia têm dificuldade em conseguir uma boa noite de sono – e isso faz com que eles acordem sempre se sentindo cansados.
 
O resultado: as sensações diárias de desconforto e dor são ampliadas para além do que é normal. Batidas leves e toques podem causar dores insuportaveis e a dor pode ser agravada por fatores externos como ruído, mudanças climáticas e estresse.
 
 
Para descobrir o que está acontecendo, os médicos diagnosticam a fibromialgia analisando "pontos sensíveis" no corpo. Há 18 pontos específicos que são sensíveis em todos, mas para as pessoas com fibromialgia, estes pontos são muito mais sensíveis. Uma disfunção no processamento da dor central amplia as sensações.

Sensibilidade ou dor em pelo menos 11 dos 18 pontos é a principal característica da fibromialgia. Além disso, a dor é comum em ambos os lados do corpo, pescoço, nádegas, ombros, braços, costas e peito. Os pontos sensíveis são ao redor dos cotovelos, ombros, joelhos, quadris, nuca e no esterno.
 
O médico testa estes pontos dolorosos para fazer o diagnóstico de fibromialgia. No entanto, nem sempre pode-se definir especificamente o que uma dor generalizada indica. É preciso estar muito atento para discernir o que realmente está acontecendo.
 
Em alguns  pacientes a dor pode apresentar-se, por exemplo, acima da cintura, emquanto em outros pode ser abaixo da cintura, na altura dos ombros, etc, e isso pode estar associado a distúrbios do sono e fadiga. Estes são sintomas de uma série de doenças e não são exclusivos da fibromialgia o que dificulta ainda mais o diagnóstico.
 
A dor muscular pode variar de um leve desconforto para uma dor suficientemente intensa que limita a vida cotidiana de uma pessoa incluindo o trabalho e as atividades diárias. A dor é muitas vezes descrita como se fosse uma queimadura, alguma coisa roendo, latejante ou como uma facada. Por outro lado quando a pessoa relaxa, a dor pode ser mais notória que quando está realizando alguma atividade.
 
Alterações do sono afetam a sensibilidade à dor
 
Os problemas de sono associados à fibromialgia – insônia e fragmentação do sono – podem estar na raiz da dor. Ela priva as pessoas do estágio IV do sono profundo, o sono Não REM (não movimento rápido dos olhos), que nos ajuda a sentir-nos descansados pela manhã.
 
Pesquisas mostram que a fibromialgia é como um alerta automático acionado no cérebro durante o sono, a luta ou a fuga é ativada durante a noite enquanto o paciente está dormindo, adrenalina é  liberada enquanto o corpo se torna vigilante e atento e isso faz com que haja transição do sono reparador profundo para um sono leve.
 
Esses acontecimentos fazem que o paciente não complete o processo restaurativo que ocorre durante o sono profundo, explica. É durante o sono profundo que o hormônio de crescimento é produzido, músculos se regeneram e se reparam, e neurotransmissores são reabastecidos no cérebro. A habilidade do corpo para se recuperar do estress diário incluindo sensações de dor; se acredita que ocorrem durante o sono profundo.
 
O cérebro tem um "limiar da dor", o que faz que durante o dia, os sinais sejam baixos no cérebro e podem ser ignorados e a pessoa continua fazendo suas atividades. Mas, se o sistema está sobrecarregado, à noite, os estímulos normalmente não dolorosos se tornam dolorosos. Falta de sono profundo aumenta todas as sensações o que se designa como amplificação da dor central.
 
Quando as pessoas finalmente têm um sono reparador e profundo, a fibromialgia melhora substancialmente. No entanto, a melhor estratégia para tratar o sono não é uma pílula para dormir. A estratégia é desligar a excitação do tronco cerebral que está interrompendo o sono. O importante é que a pessoa durma naturalmente.

Dificuldade em diagnosticar a fibromialgia
 
Tal como acontece com a dor crônica, problemas de sono são comuns e nem sempre é fácil diagnosticar a fibromialgia.
 
Não existem testes específicos para o diagnóstico de fibromialgia. Para fazer o diagnóstico, é preciso se certificar de que não é outra coisa – disfunção hormonal, lúpus, problemas de tiróide, artrite reumatóide. A lista de possíveis doenças associadas a estes sintomas é bastante extensa. É a indefinição dos sintomas que retarda o diagnóstico.
 
Os pacientes geralmente vão a vários médicos tentando descobrir o que está errado e os médicos não estão familiarizados com a síndrome de fibromialgia o que significa que eles não conhecem os critérios diagnósticos para a doença e eles não os verificam.
 
Além disso, o nível de sofrimento é diferente para cada paciente alguns apresentan dores mais intensas que outros ou pode ser uma dor contínua ou intermitente, tudo depende de cada indivíduo. 
 
Obter um diagnóstico correto
 
Se você já visitou vários médicos mas ainda não sente nenhum alívio consulte um especialista reumatologista ou neurologista.
 
Antes da consulta , prepare-se para explicar com precisão seus sintomas. Pense em:
 
• Quais são os seus sintomas e quando eles começaram.
• Há quanto tempo estão acontecendo e se têm sido contínuos , ou intermitentes.
• Você sabe o que provoca o aparecimento dos seus sintomas?
• Como é que os sintomas afetam você? É uma dor aguda, uma dor incômoda, causam náuseas?
• Como os sintomas afetam seus sentimentos? A dor faz você se sentir deprimido ou ansioso?
• Como os sintomas afetam seu trabalho ou sua vida pessoal? Você está muito cansado e não pode realizar suas atividades normais?
• Quais  medicamentos ou suplementos que você está tomando?
• Quais cirurgias você já fez?
• Quais os tratamentos para outras doenças que você está fazendo?
 
Mantenha um diário sobre seus sintomas. 
Os médicos estarão mais informados se você mantiver um registro diário de como você se sente.

Em seu diário tome nota da intensidade da dor usando, por exemplo, uma escala de 1 a 10, do que você estava fazendo no momento, e como você se sentiu emocionalmente.

Não existem exames laboratoriais específicos que ajudem a diagnosticar a fibromialgia. Mas exames laboratoriais podem ajudar a excluir outras doenças.
 
Procurar o médico certo.
É importante encontrar um médico que se preocupe com você e queira ajudar.
 
Nunca fique com um médico que você não gosta ou que não tenha confiança. Não é tudo imaginação e embora você possa estar deprimido, a depressão não é a totalidade da fibromialgia.
 
Obter apoio emocional.
O apoio de um terapeuta pode ser útil quando você está lidando com fibromialgia. A fibromialgia tem um estigma e às vezes é muito útil consultar um psicólogo fundamentalmente porque você tem que lidar com a pressão e o próprio estigma. É bom ter alguém com quem conversar.

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