Gigantes farmacêuticas se unem para descobrir a cura do Alzheimer, diabetes, lúpus e artrite reumatoide nos EUA

Última atualização: 05/02/2014

Um acordo inovador envolvendo entivadas públicas e privadas de saúde dos Estados Unidos promete reforçar a esperança de que sejam encontrada a cura de diversas doenças crônicas, como a diabetes e o mal de Alzheimer, além de outros problemas genéticos.
Ao todo, dez grandes empresas farmacêuticas concorrentes, que gastam gastam bilhões ao ano na busca por descobertas que decretem o fim desses problemas formaram um pacto se comprometendo a cooperar de forma conjunta na busca por novos medicamentos.
O acordo demorou cinco anos para ser elaborado em foi anunciado nesta terça-feira. Os envolvidos comprometeram-se a compartilhar cientistas, tecidos, amostras de sangue e dados. O objetivo é decifrar a biologia por trás do Alzheimer, da diabetes tipo 2, da artrite reumatoide e do lúpus, além de identificar alvos para novos remédios.
O valor do acordo é de aproximadamente US$ 230 milhões - relativamente pequeno perto dos US$135 bilhões que a indústria farmacêutica costuma gastar anualmente no país, informa o jornal americano "US News”. Ao reunir os pesquisadores de maior destaque e as melhores descobertas, os responsáveis pela ideia buscam montar um sistema de pesquisa que possa decifrar as doenças, algo que são está sendo possível separadamente.
O pacto é surpreendente pois as empresas do ramo são tradicionalmente reservadas sobre a sua ciência, especialmente na busca para adquirir patentes para proteger os direitos de potenciais futuros medicamentos. O novo acordo proíbe qualquer empresa de usar alguma descoberta em pesquisas particulares até que os resultados se tornem públicos. Todos os resultados serão divulgados para que seja possível o compartilhamento de experiências.
A aliança, chamada de "Accelerating Medicines Partnership” (Parceria para Acelerar Medicamentos, na tradução livre), envolve rivais como a Bristol-Myers Squibb, a Johnson & Johnson e a GlaxoSmithKline. Um número de fundações, incluindo a "American Diabetes Association” e a "Alzheimer's Association” concordaram em apoiar o projeto ajudando a recrutar pacientes para testes.
Até a formatação do acordo, uma série de discordâncias foram debatidas. Houve polêmica a respeito do compartilhamento de resultados, a gestão dos projetos e a desistência, caso as pesquisas não deem resultado. Algumas empresas se recusaram a participar. Foi o caso, por exemplo, da Amgen Inc., que alegou que o projeto se sobrepunha aos seu próprio esforço para usar a genética humana para ajudar a descobrir novos medicamentos.
Mapeamento
O projeto tem como objetivo mapear os caminhos moleculares que cada doença segue e identificar pontos-chave que poderiam ser alvos para o tratamento. Na diabetes tipo 2, por exemplo, os pesquisadores esperam catalogar as mudanças genéticas que aumentam ou diminuem o risco de uma pessoa desenvolver a doença. Ele também irá buscar novos métodos para medir o curso de cada doença ao avaliar se um medicamento potencial está funcionando.

Fonte: O Globo

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